Amor incondicional
Minha irmã, quando estava no colégio, teve um colega de classe assassinado pela mãe. A mulher também matou os outros três filhos e se matou em seguida. Eu não lembro desse fato, era pequena demais, mas eu e Flávia construímos esse papo numa das nossas conversas profundas e filosóficas familiares. E entramos no quesito amor incondicional. Comentei pra ela que o que sinto pelo Arthur é incondicional. Recebi o SMS aquela madrugada e eu instantaneamente passei a amar aquela criança. Logicamente chegamos à conclusão que não existe explicação pra esse amor. Não conhecemos a personalidade da criança, tão pouco se ela é bonita ou feia, burra ou inteligente... Não sabíamos nada além do "estou grávida" e todo o senso de proteção, amor, carinho já estava instalado. Parando pra pensar, isso é muito maluco. Ela me comentou que, ao ser mãe, entendeu a mãe do colega que foi assassinado. Entender não significa justificar. Acho que Flávia não sabia qual era a situação psicológica da mulher, certamente não era uma condição normal. Mas quem melhor que você para criar o seu filho? Você colocou ele no mundo, você desejou ele mais que ninguém (às vezes, mais que o própio pai), você o carregou nove meses, você teve um relacionamento muito íntimo com ele. Você o ama incondicionalmente.
Hoje li essa notícia no G1. Há alguns anos atrás eu teria uma outra opinião sobre o assunto.







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